05/10/2019

É O QUE EU TE DESEJO


Flores são gestos.

É o que minha mãe ensinou desde 1996. Os traços, o cuidado. Cada um dos detalhes. As flores ouviam tudo.

Em 1998 eu aprendi a falar, minha mãe já conversava com as flores naquela época, as mais bonitas estavam no meu quintal.

Em 2009 eu desenhava girassóis nos meus cadernos, eram as minhas flores favoritas, por causa da ligação entre o amarelo da pétala e o sol do verão.

Em 2019 eu descobri que, afinal, não se tratava só de flores. Eram sobre pessoas.

Sobre ser, você mesmo, o girassol na vida de alguém. Sobre permitir-se recomeçar (vai por mim, é lindo!). Sobre tratar bem cada rosa no jardim da sua vida. É sobre gentileza, porque se tratar uma semente bem faz ela virar flor, imagina o que cuidar bem de uma pessoa pode fazer.

Eu te desejo flores.

21/07/2019

12 MÚSICAS PARA RELAXAR A SEMANA

ALOHA! Não, não é uma miragem da sua cabeça. Depois de um tempão sem escrever, eu resolvi voltar pra cá. A saudade que eu tava de compartilhar minha vida aqui, aconteceu várias coisas nesse meio tempo, e eu prometo colocar tudo em ordem (juro até de dedinho). O ano está uma loucura, tanto que já passou da metade e só agora consegui organizar meu tempo e tirar a poeira do blog, espero que gostem do visual novinho em folha que ele ganhou. Mas voltando ao que interessa, acho digno iniciarmos os trabalhos com música, tanto que montei uma playlist com tudo que ando escutando ultimamente, muitas coisas nem mudaram, mas conheci outras maravilhosas também. Espero que gostam, e que se acostumem com a gente de voltaaaa. A última semana do mês é a que mais trabalho, esses sons vão ser salvadores por aqui, ufa!


Tá super misturada dessa vez, né? Quase ninguém conhece spin with you, o que não faz sentido nenhum na minha cabeça, socorro. Essa do The Neighbourhood é a minha favorita do EP, e a do Seafret é a nova dona do meu coração, eu fui no show deles aqui no Brasil no começo desse mês e agora eu tô mais apaixonada que nunca, muito reizinhos (vou fazer um post sobre isso logo logo). Ah, não esquece de me contar o que está escutando também, tá? Até a próxima!

01/07/2018

ENTRELINHAS

Eu, que nunca duvidei da minha complicação, de todas as ideias estranhas que brotam na minha cabeça em pleno café da manhã e da mania de tentar enxergar as palavras além do que elas significam, talvez tenha percebido que não era sobre a complicação em si. Era sobre as minhas entrelinhas. Sobre o que meus olhos sempre dizem, e como eles me traem, tentando explicar o que veem quase sempre não da forma como eu queria. Como folhas grudadas em um caderno velho, que passam despercebidamente por alguém que não tenha capacidade de enxergar além de um sorriso ou de uma respiração pesada.
Talvez as minhas entrelinhas também sejam complicadas, misturando o disco novo do Vance Joy com o meu favorito do Oasis, mas o fato é de quando, e como, alguém consegue ver elas. Entender elas. A minha perspectiva, ou a minha constante como prefiro dizer, é um tanto quanto diferente, porque eu não dou a mínima para onde alguém pode me levar, eu nem se quer tenho paciência. Eu quero é saber os detalhes pequenininhos, as histórias das cicatrizes, sabe? A tarde do verão esperando o por-do-sol laranja, as mãos entrelaçadas, e principalmente, a capacidade de enxergar uma pessoa além do que ela aparenta. A sabedoria de decifrar um sorriso quando ele for triste, porque isso pode acontecer umas trinta e sete vezes no mesmo dia, com umas trinta e sete pessoas diferentes. Às vezes um "não", pode significar um "com certeza", e uma escolha mude o sentido das coisas. Um conselho? Nunca tenha expectativas.
As pessoas deveriam prestar atenção nessas coisas, todas elas. Todas as coisas e todas as pessoas. Sabe, o lance da complicação nem sempre precisa ser dessa forma, porque se todas as pessoas fossem complicadas assim, calma, se toda complicação significasse ser capaz de ler uma entrelinha e conseguir lidar com ela depois, eu queria que todo mundo fosse complicado também. Tão complicado quanto esse texto, afinal.