31/01/2018

COMO MONTAR UM ENSAIO FOTOGRÁFICO COM OS AMIGOS?


Aloha! Hoje nós vamos conversar sobre fotografia de uma forma um tanto quanto divertida. Fotografar em si já é uma das melhores coisas do mundo, mas fotografar entre amigos torna tudo ainda melhor. Eu e meus melhores amigos sempre aproveitamos as oportunidades para fazer isso acontecer, então a nossa experiência talvez possa te inspirar de alguma forma, né? Separei o post em duas partes, sessão externa e em estúdio  (ou qualquer local interno), essa primeira parte são as fotos ao ar livre. Montei um manual com todas as dicas que considero importantes para que dê tudo certo por aí, tá bom?
Antes de mais nada você precisa saber que o importante de verdade é tornar o dia bom. Fazer um ensaio fotográfico com seus amigos precisa ser divertido, sem cobranças. Aproveitem para conversar, comer e principalmente, se fotografem entre si. Prometo que as fotos ficarão incríveis.
O lugar: Certo, como vamos falar de fotos externas antes, elas normalmente se diferem de dois jeitos: uma pegada mais natural ou urbana. Misturei fotos de dois dias, ambos com fundos mais verdes. É uma das partes mais importantes num ensaio, o que dá o clima de uma fotografia.
Ah, se vocês puderem ficar até o fim do dia, as fotos contra o pôr-do-sol projetam efeitos maravilhosos, as famosas fotografias de silhueta. Dias de tempo firme são os ideias para tirar fotos ao ar livre, é claro que a configuração da câmera vai ajudar, mas se o sol estiver muito forte elas podem ficar estouradas (é um termo para quando isso interfere na quantidade de luz e o resultado fica claro demais, sabe?), e obviamente dias chuvosos também devem ser evitados.
Os acessórios: Minha parte favorita! É claro que suas roupas e o cenário diferem uma sessão da outra, mas uma ótima ideia para inovar e deixar tudo ainda mais divertido é ter o auxílio de objetos na fotografia. Nessas fotos abaixo nós aproveitamos uma moldura, além de ter sido muito engraçado fotografar, passou exatamente o que queríamos: diversão, amizade e sincronia. 
Nesse caso foi usada a lente 50mm, ela é perfeita para dar esse efeito desfocado no fundo, mas as lentes normais já auxiliam bem, e mesmo se você não tiver uma câmera, ainda assim os resultados podem ser impressionantes!
Uma outra ideia legal são lousas menores, porque você pode escrever o que cada um quiser, e no caso do nosso exemplo o fundo verde dela contrastou com o fundo do cenário, a paleta de cores ficou ótima  quando combinada.
Não tenha medo de fazer e criar poses, e à quem está fotografando, não economize flashes, muitas das minhas fotos favoritas foram tiradas quando não estávamos esperando.
Esse efeito meio rosa foi criado ao colocar flores na frente da lente em seu canto superior. Meu professor de fotografia sempre dizia "O que você puder fazer numa fotografia antes de apertar o botão, faça, para evitar a colocação de efeitos posteriores".
Aqui utilizamos balões, muitas delas foram tiradas com a câmera do próprio celular, afinal, o que faz diferença mesmo é a criatividade e a capacidade de enxergar bons ângulos, independente dos equipamentos.
Utilizar o modo contínuo é ideal para quem quer ter muita opção na hora escolher as fotos, não se engane, cada milésimo cria um material com expressão diferente do outro, e elas ainda são ótimas para criar outros conteúdos, como os gifs (imagina usar os seus próprios gifs no whats?).
Nesse exemplo é mais visível a diferença dos segundos, o Arthur não levou nem dois segundos para estourar o balão, mas a câmera capturou todo o percurso, o que rendeu umas dez fotos diferentes. Eu fiz um photoshoot do dia, acho que fica mais fácil para vocês pegarem mais informações, nele também utilizamos tinta em pó colorida (ela também estava dentro de muitos balões), fica muito incrível, Sério!


Espero que possa te ajudar de alguma forma, e se já tiver feito algo parecido com seus amigos não esquece de me contar, combinado?

15/01/2018

SOBRE O CHÁ GELADO DE SUMIÇO

Nããão, eu não morri! Não fui abduzida e nem voltei no tempo igual o Barry. Eu só estava tentando equilibrar minha vida e dedicando tempo que quase não tinha pra conseguir passar por mais dois semestres da faculdade. Aconteceu um montão de coisas esse ano, e todas elas me davam vontade de correr aqui e contar, mas aí já aparecia uma outra coisa para resolver, e os meses foram passando. É, desculpe o auê e o chá de sumiço. O fato é que eu estava morrendo de saudade e o tamanho da falta que me fez estar por aqui, praticamente meu diário aberto. Antes de mais nada, eu espero que seu 2018 tenha começado com o pé direito, e que as coisas estejam indo bem por aí.  Aconteceu muita coisa maravilhosa ano passado, até separei as minhas fotos favoritas dele para esse post, e também percebi que vou precisar de muito mais organização para equilibrar todas as minhas responsabilidades, mas estou disposta a fazer dar certo! Já preparei um monte de post legal, e meus trabalhos acadêmicos renderam várias fotos e ideias que já anotei para desenvolver. Então, à você que está por aqui desde sempre, à quem está chegando agora (pode sentar na janelinha sim, não tem problema não) e à quem caiu de paraquedas, pegue seu baú de manias que o ano está só começando, e agora eu também voltei. Nós estamos indo muito bem.

09/04/2017

OS 13 PORQUÊS, JAY ASHER

Eu comecei a ler Os Treze Porquês antes das minhas provas regimentais do ano passado, e por isso eu precisei parar de ler na metade, o que foi bem difícil, porque é um livro realmente maravilhoso! Ele virou uma série produzida pela Netflix, que estreou no último dia 31, então esse título deve estar bem fresquinho na sua cabeça, certo? O mais engraçado é que não é uma leitura longa, mas você vive tanta coisa dentro das páginas que vira um daqueles aprendizados pra gente levar pra vida. Ele vai fazer você enxergar as coisas bem diferentes, talvez de uma maneira que você nunca tenha parado para imaginar.
Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra um misterioso pacote com várias fitas cassetes. Ele ouve as gravações e se dá conta de que foram feitas por uma colega de classe que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, ela explica que 13 motivos a levaram à decisão de se matar. Clay é um deles. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.
A história vai rodar em torno do nosso protagonista Clay Jensen, que encontra um pacote de fitas ao voltar do colégio, e não entende o motivo. As fitas foram enviadas por Hannah Baker, mas com um contratempo: agora ela está morta. Deixando fitas com motivos que a levaram ao suicídio. A regra é simples, quem recebe precisa escutar e depois repassar para o próximo nome na lista, e Clay não faz ideia do porque o nome dele está no meio desses, afinal Hannah era sua amiga.
- Como você está se sentindo hoje?
- Nesse exato momento?
- Nesse exato momento.
- Nesse exato momento, me sinto perdida, eu acho, meio vazia.
- Vazia como?
 Simplesmente vazia. Simplesmente nada. Não me importo mais.
Todo o suspense é gerado ao escutar o que Hannah conta sobre cada uma das pessoas, sobre Justin, Jessica, Alex, cada uma delas. A agonia, o medo, a insegurança que ninguém sequer percebia quando ela estava viva, é possível encontrar em cada fita gravada. Porquês que Clay nem sonhava, e agora precisa confiar nas palavras da garota. Os diálogos criados entre eles, e a forma como Jensen conversa com ela, foi o ponto que mais me deixou intrigada, juntamente com as confissões, que me foram me deixando cada vez mais nervosa.
Era exatamente isso que eu queria pra mim. Queria que as pessoas confiassem em mim, apesar de qualquer coisa que tivessem ouvido. E, mas do que isso, que me conhecessem. Não aquilo que pensavam saber a meu respeito. Mas eu de verdade.
Esse livro me fez ganhar uma perspectiva nova sobre as pessoas e sobre cada detalhe que alguém pode estar enfrentando. Todos os dias, alguém está encarando uma batalha, e você não sabe nada à respeito disso. E sabe o que é pior? Existem Hannah's incontáveis ao redor do mundo, e elas só precisavam de alguém pra estar perto, de alguém que dissesse "Ei, é normal se sentir assim de vez em quando, não é errado precisar de ajuda, e ainda assim, está tudo bem". Me fez repensar em como não se importam com os outros e em como não conseguem enxergar quem somos de verdade. Talvez seja tudo sobre começar a aceitar o outro como se é, sobre apoiar o próximo, e sobre dar expectativas bonitas a alguém. Tem Hannah's que ainda podemos salvar, tudo bem?
"Às vezes não tem ninguém em volta para mandar você ficar quieto...
às vezes você só precisa ficar em silêncio quando está completamente sozinho. Como eu, agora, nesse instante. Shh!"
   
Eu prometo que vale cada página, sério, você também vai tirar grandes aprendizados dessa leitura, e eu espero que goste tanto quanto eu, é um dos meus favoritos agora. Ah, e não esquece de assistir as treze fitas lá no Netflix, eu estou na metade, e já estou orgulhosa de todo o trabalho.

Classificação:
Eu li ouvindo:
Happier, Ed Sheeran.
More than gravity, Colin e Caroline (essa está na trilha da série, um amorzinho).
Daughters, John Mayer.
Bad Reputation, Shawn Mendes.